Livre-comércio ou livre comércio

Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de Português

As duas formas devem ser consideradas corretas. Embora ainda não haja consenso sobre a utilização ou não do hífen, as duas formas são frequentemente utilizadas pelos falantes do português e se encontram dicionarizadas. Assim, sempre que quisermos referir um comércio internacional livre, não sujeito a impostos, tarifas, dificuldades e barreiras alfandegárias, podemos escrever livre-comércio ou livre comércio.

Muitos defendem a utilização do hífen para marcar a composição por justaposição, atestando livre-comércio como um substantivo composto, tal como seus sinônimos livre-câmbio, livre-cambismo, livre-troca e livre-mercado, igualmente dicionarizados.

Exemplos:

  • As medidas visam incentivar o livre-comércio entre os países.
  • Serão discutidas as vantagens e as desvantagens do livre-comércio.

Outros defendem a não utilização do hífen, mantendo a integridade individual de cada palavra. Justificam essa escolha no fato da palavra livre-comércio ainda não ser reconhecida pela Academia Brasileira de Letras, bem como no fato da ALCA, Área de Livre Comércio das Américas, não utilizar a palavra hifenizada em seu nome e em seus textos.

Exemplos:

  • As medidas visam incentivar o livre comércio entre os países.
  • Serão discutidas as vantagens e as desvantagens do livre comércio.

Fique atento!
A língua portuguesa se encontra em constante alteração, evolução e atualização.

Palavra relacionada: livre-comércio.


Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de português, revisora e lexicógrafa nascida no Rio de Janeiro e licenciada pela Escola Superior de Educação do Porto, em Portugal (2005). Atua nas áreas da Didática e da Pedagogia.

Outras dúvidas

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