Coletivo de cobra

Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de Português

Não existe um substantivo coletivo específico para cobra. Na verdade, existem poucos substantivos coletivos específicos. Na falta de um substantivo coletivo específico é recomendado o uso de um substantivo coletivo genérico, ou seja, não específico, que se possa adequar.

Substantivos coletivos são palavras que, escritas no singular, indicam um conjunto ou um agrupamento de coisas e de seres da mesma espécie, transmitindo assim uma noção de multiplicidade. Quando o substantivo coletivo se refere a mais do que um conjunto de coisas ou seres, pode ser feita a enunciação dessa mesma coisa ou ser.

Exemplos:

  • Eu vi um grupo de cobras naquela árvore. 
  • Eu vi um bando de cobras naquela árvore.

Exemplos de coletivos genéricos:

  • grupo: conjunto de seres com características comuns.
  • bando: conjunto de animais ou pessoas.
  • rebanho: conjunto de animais controlados pelo homem ou em estado selvagem. 
  • manada: conjunto de gado de grande porte.

Exemplos de coletivos específicos:

  • enxame: conjunto de abelhas.
  • cáfila: conjunto de camelos.
  • cardume: conjunto de peixes.
  • nuvem: conjunto de gafanhotos.
  • vara: conjunto de porcos.
  • fato: conjunto de cabras.

No caso de cobra, a justificação da não existência de um substantivo coletivo específico pode residir no fato de ser um animal que não vive em grupo. As cobras vivem sozinhas e encontram-se com outras cobras apenas nas épocas de acasalamento.

Atenção!
As palavras serpentário, ofidiário e cobril não são substantivos coletivos de cobra. Essas palavras indicam um viveiro de cobras, ou seja, um local onde se criam cobras para estudo, experiências, exibições,... Apenas poderiam ser considerados coletivos de cobra num contexto figurativo e metonímico em que haja a substituição de palavras que partilhem uma relação de proximidade de sentido, sendo referido o continente em vez do conteúdo. 


Flávia Neves
Flávia Neves
Professora de português, revisora e lexicógrafa nascida no Rio de Janeiro e licenciada pela Escola Superior de Educação do Porto, em Portugal (2005). Atua nas áreas da Didática e da Pedagogia.

Outras dúvidas

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